Escolher o melhor banco para pedir credito habitação: Dicas para analisar propostas

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Para uma análise completa de como escolher o melhor banco para pedir crédito habitação deve-se ter em conta o fator de custo, nomeadamente, spreads contratados, spreads com bonificação e MTIC.


A análise do melhor banco para pedir crédito habitação consiste na comparação de um conjunto de determinados fatores que deve ter em consideração quando se compara diferentes contratos de crédito, com fogo na TAEG com Bonificação e no MTIC ou Montante Total Imputado ao cliente e nunca no spread. Deve-ser ter em atenção que o spread não indica absolutamente nada, uma vez que existem muitos outros custos a considerar num contrato de crédito. Analisar diferentes propostas de crédito habitação: Dicas Para analisar diferentes proposta de crédito habitação deve-se focar na análise de 2 ou 3 indicadores.

  • TAEG – A taxa que engloba todos os custos do seu contrato de crédito. Inclui não só os juros mas também os custos com seguro de vida, seguro multirrisco, comissões e outros serviços que contrata (manutenção de conta, custo de cartões, etc.);

  • MTIC – O Montante Total Imputado ao Cliente. Na prática, mostra-lhe o custo total do seu crédito, considerando os custos acima listados. Ou seja, tudo o resto constante, o crédito com o menor MTIC será o crédito que fica mais barato. De notar o “tudo o resto constante” pois várias coisas podem mudar ao longo do contrato.

Além disso, siga as seguintes dicas para poupar dinheiro com o seu crédito, com base num artigo do Banco de Portugal. #1. Quando comparar o custo de diferentes propostas de crédito, não olhe apenas para o spread. Um crédito com um spread mais baixo não sai necessariamente mais barato ao cliente. É necessário considerar outros elementos do custo do crédito. Compare sempre a TAEG – a taxa anual de encargos efetiva global – e o MTIC – o montante total imputado ao consumidor – das propostas de crédito. Em propostas de crédito com o mesmo montante e o mesmo prazo, a proposta com TAEG e MTIC mais baixos é aquela em que o cliente suporta menos custos com o empréstimo. A TAEG e o MTIC são indicadores que ponderam todos os custos do crédito, ou seja, consideram não só os juros, mas também os restantes custos com comissões, impostos, seguros exigidos e outros encargos. A TAEG expressa todos os custos do crédito em percentagem anual do montante do empréstimo; o MTIC é a soma do montante do crédito com todos os encargos que o cliente irá pagar durante a vigência do empréstimo. Estes cálculos utilizam a informação disponível no momento da contratação. #2. Verifique se as propostas de crédito preveem a aquisição de outros produtos. O spread pode ser mais reduzido caso o cliente aceite adquirir os produtos propostos; no entanto, esses produtos também podem trazer custos. A instituição de crédito pode apresentar ao cliente um spread ou outros custos do crédito mais reduzidos se o cliente aceitar adquirir outros produtos (são as chamadas “vendas associadas facultativas”). Mas esses produtos – por exemplo, cartões de débito ou de crédito – também podem ter custos para o cliente. Se, durante a vigência do contrato de crédito, o cliente quiser desistir dos produtos que adquiriu, a instituição pode aumentar o spread do crédito, de acordo com o que estiver previsto no respetivo contrato. Mas esse aumento só pode ocorrer no prazo de um ano. Após um ano, a instituição de crédito não pode aumentar o spread com esse fundamento. Informe-se junto da instituição de crédito sobre:

  • Os benefícios e os custos da aquisição conjunta de outros produtos financeiros em conjunto com o contrato de crédito;

  • O impacto, no custo do crédito, da desistência de parte ou da totalidade destes produtos durante o prazo do empréstimo.

#3. Tenha atenção ao prazo do empréstimo. Créditos com prazos mais longos têm prestações mais baixas, mas são, geralmente, mais caros. Qual o prazo mais conveniente para pagar o empréstimo? Depende da sua preferência. Se o montante, a taxa de juro e as demais caraterísticas do crédito forem iguais, um crédito com prazo mais longo terá prestações mais baixas do que um crédito com prazo mais curto. Quando o prazo de reembolso é mais longo, a amortização de capital é mais lenta e paga mais juros por esse crédito. Não se esqueça: pode pedir ao seu banco que lhe apresente o impacto de diferentes prazos no valor da prestação mensal e no montante total de juros e outros custos que terá de pagar pelo empréstimo. Analise as várias simulações antes de tomar a sua decisão. #4. Taxa de juro variável, fixa ou mista? Num crédito de taxa de juro fixa, o valor da prestação é sempre o mesmo ao longo do empréstimo, o que permite conhecer os encargos com o empréstimo. No entanto, pelo menos no início, as prestações são geralmente mais elevadas do que num crédito contratado a taxa de juro variável. Ao longo do empréstimo, o valor das prestações dependerá da evolução da taxa de juro variável. Nos empréstimos a taxa variável, a taxa de juro varia ao longo do prazo do empréstimo. Como a taxa de juro é a soma do indexante e do spread, as alterações do indexante (por exemplo, a Euribor) têm impacto no valor da prestação, que pode subir ou descer ao longo do empréstimo. Nos empréstimos a taxa fixa, a taxa de juro é definida quando o contrato é celebrado e, como tal, o valor da prestação é sempre igual durante todo o período do empréstimo. Como o cliente não está exposto ao risco de variação de taxa de juro, no início do empréstimo, a taxa de juro fixa é normalmente superior à praticada num empréstimo idêntico a taxa de juro variável. Nos empréstimos a taxa de juro mista, o contrato de crédito tem um período em que a taxa é fixa, seguido de um período em que a taxa é variável.