Futuro dos filhos: Dicas


No caso de ter filhos pequenos certamente já ponderou sobre como poderá ajudá-los a prepararem-se financeiramente para o futuro. Saiba oito dicas para garantir um futuro financeiramente risonho para as crianças.


Existem diversos fatores que os pais devem ponderar para garantir o futuro dos filhos e guiá-los no caminho certo, como fazer um pé-de-meia, assegurar estabilidade em caso de imprevisto ou incutir-lhes algumas bases de gestão do orçamento Todos estes fatores são passos essenciais para a sua educação financeira. Neste sentido, saiba oito dicas para garantir um futuro financeiramente risonho para as crianças. #1. Faça uma poupança Uma poupança mutualista consiste numa forma de juntar dinheiro para o futuro dos filhos. Esta poupança poderá ter diversos fins, desde pagar os estudos universitários, auxiliar a adquirir a primeira casa ou a enfrentar os primeiros anos de trabalho com baixos rendimentos. #2. Ensinar a poupa A gestão da conta poupança é também uma oportunidade para ensinar os mais pequenos a gerir o dinheiro e incutir-lhes algumas bases de poupança. Quando já tiverem certas noções de matemática, comece a envolvê-los no processo. Em conjunto com as crianças, registe numa folha de papel cada depósito que fazem e peça-lhes para fazerem a soma e verificarem o resultado. É essencial para perceberem que, com pequenos depósitos, poderão amealhar uma boa quantia para o futuro. #3. Ensinar como funcionam os juros Quando as crianças tiverem compreendido o conceito de aforro, pode aproveitar para abordar a importância dos juros nas poupanças. De forma simples, esclareça às crianças que os juros são uma recompensa que o banco concedeu por terem o dinheiro guardado nos seus cofres. Se já tiverem idade para compreender, pode mostrar o extrato bancário e quanto ganham, por um certo período, em juros. Quando tiverem assimilado este conceito pode passar para outro mais complexo: os juros compostos. Esclareça que o dinheiro que o banco paga será acrescentado ao montante que já têm no banco e investido automaticamente no período seguinte, fazendo com que o montante investido seja mais elevado. Consequentemente, o dinheiro que irá receber no período seguinte por juros será maior. #4. Fale com as crianças sobre dinheiro Se conversar abertamente sobre este tema com os seus filhos, mais facilmente estes desenvolvem uma relação saudável com o dinheiro. É essencial abordar sobre o rendimento dos pais, onde gastam o dinheiro e explicar como gerem o orçamento familiar. Ao serem transparentes sobre estes aspetos, será mais fácil as crianças valorizarem o dinheiro e aprenderem a usá-lo com sabedoria. #5. Atribua uma mesada ou semanada Por volta dos cinco ou seis anos, conforme a maturidade das crianças, poderá conceder uma semanada aos seus filhos. É nesta altura que deverá começar a incentivá-los a determinar pequenos propósitos e a poupar dinheiro para cumpri-los. Mais tarde, por volta dos 10 ou 11 anos, pode passar para a mesada. Incentive-os a fazerem um orçamento para organizar a sua mesada, estabelecer onde vão gastar o dinheiro (lazer ou vestuário, por exemplo) e determinarem uma parte para poupar. #6. Envolva-os no orçamento familiar É fundamental que os seus filhos participem em certas decisões financeiras da família, referentes ao orçamento familiar. Por exemplo, se decidem fazer uma viagem, podem juntar a família para realizar o orçamento das férias. Ao avaliar em conjunto o orçamento familiar, mais facilmente descobrem onde podem economizar. É uma forma de ensinar que a viagem não é gratuita e que, às vezes, é preciso fazer sacrifícios para concretizar os objetivos. #7. Faça um fundo de emergência Um fundo de emergência consiste numa forma de proteger a estabilidade da família, caso suceda algum imprevisto que impeça os pais de conseguir rendimentos durante determinados períodos. Como, por exemplo, o desemprego prolongado ou um acidente que os obrigue a deixar de trabalhar por algum tempo. O fundo de emergência deve ter, no mínimo, o equivalente a seis meses de despesas fixas. Deve, ainda, ser aplicado num produto que possa ser mobilizado a qualquer altura. Desta forma, num momento de maior dificuldade financeira, não será necessário alocar dinheiro das poupanças para a gestão diária. #8. Proteja o futuro dos filhos Quando se tem filhos mais pequenos, em algum momento, já se ponderou no que acontecerá à família se um dos pais falecer ou ficar inválido. Uma forma de certificar que o estilo de vida dos seus descendentes não fica comprometido por uma perda familiar é subscrever um seguro de vida que salvaguarde o futuro dos filhos em caso de doença grave, invalidez ou morte de um dos progenitores.